Por uma autonomia financeira para a JPT


Autonomia, esta é a palavra que rege nossas lutas de esquerda, da democracia, da escolha, autonomia do trabalhador, da mulher, das negras e negros, índias e índios, do segmento LGBT e tantas outras causas legítimas de nossa sociedade.

Autogestão, é o que todos que fazem parte das lutas sociais do Brasil procuram dentro de suas bandeiras e estandartes.

A juventude está sempre apontando e acompanhando os progressos sociais do mundo. Não é a toa que a JPT há três anos já aprovou questões como a paridade de gênero e critérios étnico-raciais no I ConJPT, questões estas que finalmente foram aprovadas na Reforma Estatutária do PT neste ano.


Não fosse a agitação típica da juventude, o desejo de mudança, de um mundo mais justo, fraterno e democrático, estas questões não viriam à tona.

Então, nós que fazemos o PT, um PT que foi fruto das inquietações de diversos jovens à época, que encarou e percebeu a instrumentação partidária como um dos mecanismos de transformação social, temos que estimular tal inquietação para que esta chama nunca se apague, para que a experiência da autonomia e da autogestão seja encarada como condição sine qua non no amadurecimento político da juventude petista.

Devemos entender que existem muitas lutas travadas e muitos discursos criados e defendidos, porém, ao mesmo tempo nos deparamos com um crescente desinteresse da juventude pela discussão política.

Temos que ter o espírito jovem, que falar a língua do jovem, ir onde os jovens se reúnem e potencializar tais coletivos juvenis; e, sem preconceito ou tentativa de deslegitimar os “adultos” que fazem este tipo de trabalho junto aos jovens de sua comunidade, ninguém melhor que o próprio jovem para protagonizar e autogerir a juventude do PT.

Os que criaram este partido, que participaram dos CONCLAT’s e travaram as lutas sociais do Brasil eram jovens, e muitos, na época. Levaram muita pancada para chegar onde chegamos, na Presidência da República.

Hoje, a coronhada, o golpe é outro. É o lobo vestido de cordeiro, sob a forma da estandartização de padrões de beleza, padrões de consumo, o fortalecimento do Ter e do Poder, tão caros e que enfraquecem o ideal socialista através das novas gerações.

Temos que garantir que os jovens do PT tenham livres condições de se organizar, se comunicar e se enxergar como agentes modificadores do processo sem necessariamente ter que ter a “permissão” do Diretório Nacional.

A juventude deve ter autonomia e praticar a autogestão. O PT precisa avançar neste ponto e é por isto que nós do Fora da Ordem estamos na luta pela destinação de 5% da arrecadação do partido para a Juventude do PT.

Flávia Ferro – Militante do Fora da Ordem de Recife
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