SOBRE O FdO

O Movimento Fora da Ordem surgiu no ano de 2007 a partir da necessidade do debate entre a Juventude e os problemas contemporâneos da nossa sociedade. O nome “Fora da Ordem” surge da necessidade de haver um movimento juvenil que se contraponha a “Ordem” de desigualdades vigentes na atualidade. Defendemos um movimento que organize as juventudes para além das organizações partidárias, reconhecendo a importância das mesmas, mas defendendo a autonomia dos distintos movimentos sociais e de juventude. Hoje, o Movimento Fora da Ordem um importante movimento nacional dos debates de juventude presente em vários estados.
Socialismo ou Barbárie
Trecho extraído do texto: "O Desenvolvimento que a Juventude quer para o Brasil

Fora da Ordem do PIG - Democratização das Mídias
A juventude é um dos setores na sociedade que mais tem acesso a informações, o problema é que a maioria dessas informações são fornecidas pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista) que todos os dias destila alguma mentira ou notícia "torta" contra o PT.
Um país que amplia a democracia deve criar mecanismos que impeçam o monopólio da informação e gerem a democratização da mídia. Hoje, em nosso país, a mídia monopolista e golpista difunde valores conservadores e chantageia governos, atacam diariamente nosso projeto, nosso partido e nosso Governo.
A criação de uma agência reguladora em que a sociedade tenha participação na gestão dos meios de comunicação e os direcionem para um patamar de controle social da informação deve ser fomentada por nós. Outro elemento a ser promovido são as TV públicas e o incentivo às rádios e TVs comunitárias, que hoje sofrem com uma abordagem conservadora de nosso próprio governo.
Um programa que defende a democratização da mídia e a socialização da informação deve apostar firmemente na inclusão digital. Isto significa a educação para o pleno envolvimento e conhecimento dos meios digitais, mas, também significa a possibilidade de todos possuírem a aparelhagem necessária para a conectividade digital. Mas, a aparelhagem também é insuficiente quando o acesso à rede de computadores está preso aos provedores de acesso privados. A democratização se dará no conjunto e isto significa possibilitar o acesso a todos sem custo à rede. Nosso programa de inclusão digital deve ser de maneira muito dura contrário ao uso dos softwares privados, defendemos a os softwares livres.
Fora da Ordem Homofóbica - Juventude LGBT
Em uma perspectiva humanista e libertária devemos defender e elaborar políticas que contemplem a livre orientação sexual. Mesmo com alguns avanços, como a aprovação da união civil homoafetiva e a criação do Conselho Nacional LGBT, nossa sociedade permanece estagnada e presa a valores preconceituosos. É por isso que encarar o fato de ser homossexual é um dos momentos mais difíceis da vida de um (a) jovem ainda hoje. É necessário a criação de um ambiente social que valorize a diversidade e que garanta a eqüidade de direitos entre a comunidade LGBT e o restante do corpo social. Devemos pressionar pela legislação que criminaliza as condutas homofóbicas. Liberdade de amar e viver deve estar no âmago de nosso projeto socialista e democrático.
Fora da Ordem Racista - Juventude Negra
Nossa comunidade negra enfrenta, no Brasil, um forte preconceito, ainda que velado muitas vezes. Devido a isso, sua plena inclusão na sociedade é prejudicada e frente a esse fato devemos ter como pautas do nosso programa o avanço nas políticas que garantam a plena inserção dos negros e negras em nossa sociedade. Além disso, é fundamental que lutemos pela valorização do patrimônio cultural trazido pela negritude. Sabemos que os jovens negros são os grandes vitimizados pela violência que se dá principalmente nas áreas mais pobres do país. A ausência de políticas de inclusão social e o preconceito geram estigmas e estereótipos, os que mais sofrem são os que vivem nas comunidades periféricas, pois lá além da ausência de oportunidades e de condições de vida, ainda sofrem o preconceito por parte da polícia que os tratam indiscriminadamente como bandidos. Nosso projeto deverá contemplar tanto as políticas de combate direto ao racismo como as de inclusão social plenas. É preciso garantir aos jovens negros educação, lazer, cultura e trabalho em um meio social saudável.
Fora da Ordem Machista - Mulheres Jovens
Vivemos sob o jugo do patriarcado no qual uma lógica machista é imposta as mulheres que são alijadas dos espaços de prestigio social e político, no PT essa situação não é diferente. As mulheres são muitas vezes consideradas incapazes de exercer funções de direção, cabendo a elas dentro da estrutura partidária apenas cargos secundários. O debate sobre o feminismo é pouco realizado dentro da juventude como um todo, e por esse motivo nossos jovens perpetuam atitudes que combatemos na teoria, mas não colocamos em prática, como por exemplo, relações utilitaristas com as nossas jovens, assédio moral e sexual e constante desqualificação de seu potencial dirigente e militante.
Nosso partido é extremamente machista e. apesar de ter avançado através da inovação que foram as cotas de 30% de mulheres nas direções partidárias, manteve a mesma lógica na qual para obterem o respeito de seus companheiros a maioria das mulheres devem agir de maneira masculinizada e se privar de seus anseios individuais. O debate sobre o feminismo e a forma como as mulheres são tratadas dentro da juventude petista deve ser realizado por nossos militantes, através um trabalho de formação para que o PT deixe de ser o espelho de uma sociedade arcaica e conservadora que se diferencia muito da sociedade socialista que defendemos, não podemos perder de vista que não há socialismo sem feminismo.
A Juventude Petista deve se aproximar das bandeiras históricas do movimento feminista. O direito da mulher em praticar o aborto deve ser garantido pela Constituição e pela sociedade em si. A mulher tem que ter autonomia e direito ao seu próprio corpo e não ser criminalizada por tais práticas. Este assunto esta virando cada vez mais um meio de exclusão social e divisão de classe, pois hoje no Brasil os dados mostraram que aproximadamente 90% das curetagens feitas na rede particular são abortos, muito bem cobrado, na outra margem vemos cada vez mais mulheres, em sua maioria jovens, pobres e negras morrendo por conta de abortos clandestinos. Consideramos que na prática o aborto já e legalizado para quem pode pagar por ele, nesse contexto quem mais sofre são as mulheres pobres e negras em sua maioria, para quais resta apenas se submeter às piores atitudes de agressão ao corpo.
Outra questão importante a ser defendida é a luta contra a violência doméstica, com relação a qual nosso governo já fez um grande avanço através da Lei Maria Penha, mas ainda assim devemos atuar na mudança de uma cultura disseminada na sociedade na qual a mulher se sente culpada pela violência que sofre.
Cada vez mais vemos em nossa sociedade a ditadura da beleza impera. A mídia a todo o momento  despeja em nossas mentes o padrão de mulher aceito, e faz isto através de novelas, propagandas, programas de auditório, etc., usam e abusam da exposição do  corpo de mulheres para dar audiência a seus programas e lucro para seus produtos. Nós enquanto JPT temos que repudiar tais praticas e cada vez mais lutar pela democratização dos meios  de comunicação.
Fora da Ordem Moralista - Legalização das Drogas
Nosso projeto deve ter uma abordagem eminentemente progressista sobre a questão da drogadição. Gabriel García Márquez manifestou opinião de que “a proibição tornou mais atraente e frutífero o negócio da droga, e fomenta a criminalidade e a corrupção em todos os níveis”. Devemos concordar integralmente com esta avaliação. A criminalização das drogas gera o tráfico que tem disseminado um ambiente de violência, principalmente nos grandes centros, em que as áreas dominadas pelo tráfico muitas vezes estão apartadas da sociedade.
Nossa abordagem sobre a temática da drogadição deve ser a mais séria possível, levando em conta desde os aspectos das liberdades individuais e da política de saúde pública, até o flagelo do tráfico. A superação da política da guerra às drogas patrocinada pelo governo americano e a adoção de uma política mais eficiente na regulação do uso dos psicotrópicos devem estar no centro da questão. Como defesa dos padrões de saúde da população a legalização que defendemos deve perpassar uma regulação do uso por parte do Ministério da Saúde, conforme o caso da legislação para o consumo dos cigarros.
Fora da Ordem Latifundiária - Juventude Rural
Nosso projeto deve ter políticas para os jovens camponeses, priorizando o acesso a educação e aos bens culturais de nossa sociedade, bem como do acesso à terra. Para além, devemos pressionar por novidades do ponto de vista jurídico no tema da propriedade e implementar inovações no que tange a propriedade social da terra e dos meios de produção. Defendemos uma Reforma Agrária, com caráter popular, para garantir acesso a terra para todos os que nela trabalham. Para tanto, é imprescindível a revisão do índice de produtividade, o qual serve de parâmetro para avaliação do INCRA quanto a produtividade da propriedade e a possibilidade de sua desapropriação, anunciada pelo Governo Lula, mas nunca cumprida por nosso governo. Isso quer dizer que, para tal análise, o governo continua utilizando um coeficiente que data da década de 60, o que, devido às inovações tecnológicas, possibilita a várias terras improdutivas serem vistas como produtivas. De outro lado, é fundamental a aprovação da emenda constitucional que expropria terras onde se encontrem trabalhadores escravos - atualmente, quando latifundiários escravizam pessoas, respondem pelos direitos trabalhistas, mas recebem indenização caso a terra a venha a ser objeto de reforma agrária.Por fim, cabe salientar que esse processo passa também pela mudança do nosso processo produtivo no campo, em que, atualmente, o agronegócio de exportação concentra terras e consome a maior quantidade de agrotóxico do mundo; o Governo e o Partido devem atentar para a campanha dos movimentos sociais pela adoção da agroecologia como modelo de desenvolvimento que distribui riquezas e produz alimentos limpos.
Fora da Ordem Patronal - Direito ao Trabalho
O direito ao trabalho é um elemento fundamental para garantir a inclusão dos jovens na sociedade de maneira integral. As políticas de pleno emprego devem estar na pauta do dia e, atualmente, devem estar calcadas principalmente na redução da jornada de trabalho sem redução de salários e na garantia de plenas condições para o desenvolvimento do trabalho em um ambiente saudável.
A Internet e a era da informação estão colocando em xeque o paradigma individualista do trabalho, vemos emergir uma noção mais colaboracionista da atividade laboral. A esquerda deve saber se municiar desta tendência e das possibilidades que se abrem a partir dela para pautar novidades no âmbito das relações de trabalho. Somente na luta por melhores condições de trabalho, pela regulamentação devida dos estágios, pelo acesso universal ao emprego justo é que constituiremos os caminhos de uma sociedade que não é presa pelo trabalho, mas que também por ele se liberta.
Fora da (des) Ordem Tributária
Há anos que o país discute e promete uma reforma tributária. Ocorre que, a proposta ventilada pela grande mídia e por nosso governo não atende aos anseios da nossa população. Discutir tal assunto com fundamento no debate da redução de tributos e da eficiência de arrecadação encobre que o principal problema de nossa tributação é o peso tributário sobre os pobres. Diferentemente dos modelos adotados na Europa, nossa tributação taxa a produção e o consumo, o que prejudica os trabalhador@s e beneficia nossas elites. Precisamos defender o deslocamento da tributação para a renda e a propriedade, atendendo ao princípio da capacidade contributiva (quem tem mais, contribui com mais!). Ademais, é urgente a regulamentação da taxação das grandes fortunas, previstas em nossa Constituição de 1988 e, por enquanto, letra morta de lei; a taxação sobre envio de lucros das multinacionais ao exterior e, também, a taxação do capital especulativo, protegendo-nos da ciranda financeira mundial.
Fora da (des)Ordem Urbana - O Direito a Cidade
O direito à cidade deve ser um outro elemento de nosso programa. Direito à cidade significa a constituição de espaços públicos de convivências entre as diversas juventudes, da moradia digna, do acesso à cultura e a educação. Nosso programa também deve reivindicar a construção de espaços públicos para a cultura, o lazer e a integração social e, principalmente, se referenciar na luta pelo passe livre para os estudantes.
Fora da Ordem Devastadora – Defender o nosso Ambiente
Por fim, nosso programa deve ver a constituição do Brasil que queremos para a juventude envolvido em uma concepção da construção de um mundo socialista e ecologicamente sustentável. As razões da crise ambiental que ora vivemos tem seu nascedouro na industrialização massiva, na exploração descontrolada dos bens naturais que ultrapassou a capacidade do planeta em conter a instabilidade ecológica. Portanto, não há solução para a crise ambiental no âmbito do capitalismo, pois sua solução implica colocar limites no irrefreável processo de acumulação que o caracteriza. Contudo, a ação em nome da sustenbilidade global não deve ser posta apenas como uma obra do futuro socialista, mas colocada no centro de nosso projeto no presente.

A luta por um desenvolvimento humano e ambientalmente sustentável tem de ser refletido em ações concretas em todos os espaços de poder que ocupamos. A preservação de florestas e dos mananciais, o combate ao deserto verde, a contrariedade à implantação de energia nuclear e o incentivo às “energias verdes” são elementos que devem estar no centro da luta que empreendemos. Acreditamos que a crise ambiental como tantas outras que se defrontam diretamente com aspectos do sistema devem ser ferramentas de luta e oportunidades reais de realização da utopia de um mundo que integre o ser humano e a natureza.
SOBRE O FdO SOBRE O FdO Reviewed by FORA DA ORDEM BRASIL on 12:46 Rating: 5

Nenhum comentário